VI Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental - 2002
ApresentaçãoA Psicopatologia Fundamental se iniciou com os trabalhos do Prof. Dr. Pierre Fédida, na Universidade de Denis Diderot, Paris 7, há 30 anos atrás. Ela surgiu em resposta à possibilidade de constituição de um espaço onde a coexistência de modelos conceituais, oriundos de distintas disciplinas que tratam o pathos, tornem-se intercambiáveis tendo se constituído num espaço intercientífico. Trata-se, portanto, de um campo de natureza intercientífica. Essa proposta se desenvolve, aqui no Brasil, a partir das construções de Manoel Tosta Berlinck, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e de Mário Eduardo Costa Pereira, na Universidade Estadual de Campinas. Desde então os laboratórios se proliferam, constituindo-se em comunidades discursivas que sustentam o "pesquisador em ato" (termo empregado pelo Prof. Dr. Caon). A iniciativa de realização do Prof. Manoel Tosta Berlinck, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, de promover Congressos teve como objetivo estender a discussão do psicopatológico para além dos limites dos laboratórios, ampliando o espaço interdisciplinar com a abertura para as múltiplas posições discursivas. Assim realizou-se em 1996, o I Congresso de Psicopatologia Fundamental. Os quatro primeiros tiveram intervalo de um ano. Com a criação da Rede Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental e o aumento crescente de participantes oriundos de diversos Estados brasileiros surgiu a necessidade de ampliar, espacialmente, essa discussão, promovendo a circulação do Congresso nos locais sedes dos laboratórios. O V Congresso, então, já deslocou-se para Campinas - SP e foi organizado pelo Laboratório de Psicopatologia Fundamental da UNICAMP sob a coordenação do Prof. Mário Eduardo Costa Pereira. Para melhor organizá-lo ele passou a ser bienal e não anual como os quatro primeiros.